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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Luz




Pela pressa que sentes,

e por não ter pressa,

Pela presa que não és

de tudo o que aprisiona,

pelas vozes que reproduz o teu signo,

pelas vezes infinitas que tua alma grita,

pelo sonho que a realidade te causa

e pela causa que teu sonho almeja,

A poesia em ti

vem antes de ti:

A poesia em ti é a vida.

Isabella

*Em homenagem ao aniversário de nossa amiga Lori.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aniversário da Frô

Ontem (23.08) comemoramos o aniversário da Frô, e não poderiamos deixar de expressar, aqui, nosso carinho e admiração por tão perfumado ser.

Como compreender a essência de uma flor? E, mais ainda, saber da força que tão frágil aparência oculta?

São alguns dos questionamentos que me vêm à mente quando tento falar DA e PARA a Frô!
Antoine de Saint-Exupéry tentou, no livro O Pequeno Príncipe, descrever os sentimentos e emoções que permeiam o “relacionar-se” com a flor, especificamente ele se refere à rosa.



O amor-platônico, ou seja, amor de alma, que o Pequeno Príncipe alimenta pela sua rosa, no seu planeta, e todo o cuidado e atenção que a ela dedica, retrata um pouco do fascínio que a rosa exerce no humano.

“Confessou o Pequeno Príncipe:
- Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava ... Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar”. (Exupéry)

Exupéry também exalta “a rosa” no diálogo entre a raposa e o Pequeno Príncipe, naquilo que se refere à amizade, e de como aqueles seres que amamos se diferenciam das demais criaturas, tornando-se SERES ÚNICOS e importantíssimos em nossas vidas.

“[...] Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que puz sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa. [...] Foi o tempo que eu “perdi” com a minha rosa que fez dela tão importante”. (Exupéry)

Assim, tal qual a Rosa do sábio autor, a Frô cativou a cada uma de nós, integrantes do clube, criando laços fortes de amizade, carinho e amor.

Celebramos hoje o dia abençoado, em que Deus colocou no mundo uma das mais belas flores do Seu jardim, sendo nós as agraciadas com esse perfume da Primavera.

Que jamais falte solo fértil para plantar seus sonhos,
Que jamais cesse a chuva para regar seus ideais,
E que sempre brotem flores no roseiral dos seus pensamentos.


Postado por Irla

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Homenagem às aniversariantes


(imagem: http://browse.deviantart.com)


RELACIONAMENTOS: TROCA OU BARGANHA? O MELHOR É COMPARTILHAR!
por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br / nucleo.elmorya@gmail.com

"Só podemos falar francamente sobre nossos defeitos, para aqueles que reconhecem nossas qualidades".
(André Émile H. Maurois)


Relacionamento é troca! Pensei muito no que quer dizer troca. Dizem que uma relação é uma via de mão dupla, então, se, de um lado recebemos, do outro precisamos doar. Quando alguém exige a troca, o retorno, o que será que se passa em sua cabeça? Trocar é: eu te dou isso e você me devolve aquilo? Será que alguém pergunta se temos algo para dar à altura de quem está se doando? Isso, para mim, chama-se Barganha! Desvirtua muitos relacionamentos, que baseados no ego, cobram, e às vezes muito caro. Entendo a troca somente com muito equilíbrio. Se o valor estipulado por algo que recebemos for muito alto, podemos não concordar com o preço, ou mesmo, " não ter com que pagar". Nesse caso seria muito mais honesto se as pessoas dessem seu preço antes de barganhar o amor.


Costumo dizer a quem me pergunta o que achei do preço estipulado por algum serviço prestado: não acho nada "caro" ou "exorbitante", apenas tenho consciência que aquilo não é para mim, que não posso pagar. Agora, imagine-se dentro de um relacionamento onde o outro supervaloriza-se sem te perguntar se você pode pagar? Ou melhor, se você tem para pagar... Sempre um dos dois sairá perdendo, ou pior, devendo! Será que é isso mesmo que chamam de amar? De se relacionar? Isso vale para qualquer tipo de relacionamento, seja ele entre um homem e uma mulher, entre amigos, parentes, etc.


É impossível pensar que o amor, principalmente, o incondicional, como nosso Querido Mestre Jesus ensinou, seja apenas uma troca. Acredito sim, que ao nos relacionarmos " compartilhamos" . Só assim temos a liberdade de apenas SER. Eu dou aquilo que "tenho" para dar, e aceito o que o outro possui. Um compartilha daquilo que o outro tem, e fica com aquilo que lhe serve. Aquele que doa, precisa apenas estar atento se está emanando o que tem de melhor em si. Porém, nem sempre aprendemos a cultivar em nós, o que o outro espera, e, isso, causa muitas frustrações e discórdias.


Nesse momento, precisamos parar e olhar para dentro de nosso coração, e perguntar: será que é útil e importante para meu crescimento pessoal e espiritual desenvolver aquilo que estão me pedindo? Se assim for, não há nada errado em promover mudanças naquilo que está inadequado para viver melhor. Mas, se a mudança esperada pelo outro não fizer parte de você, de sua essência, e não te trará nenhuma contribuição, a não ser atender as expectativas externas, FIQUE COM VOCÊ! Nada é mais gratificante para um ser humano, que ser amado e respeitado do jeito que ele é: COM SUA LUZ E COM SUA SOMBRA!


Vera Godoy



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Recebemos recentemente esse textinho (de poucas linhas, mas de significado denso) de nossa querida companheira Irla, a quem particularmente chamo, devido a seus atributos almáticos (adoro essa palavra; by OTM), de Senhorita Linda.

Ainda não sei se o que lhe chamou a atenção nele foi a possibilidade de inseri-lo no âmbito fraternal ou amoroso (ou noutro ainda que só ela conhece...), mas de toda sorte, nos faz pensar e repensar sobre todas as nossas relações.

E....

Como estamos em plena comemoração pelos vários gloriosos anos de sobrevivência, vivência e (por que não) existência de nossas amadas Isabella e Irla, convido-os, todos, a repensarem sobre seus relacionamentos, a questionarem-se se estão barganhando, trocando ou compartilhando, com base naquilo que filosofarem e concluírem como melhor escolha!


Aproveito a oportunidade para homenagear não apenas as pequenas Bella e Linda, como também Anna, Lory e Pati, tão presentes e atuantes nessa nossa (minha) mudança interior, sempre linear embora passemos por nós (mesmas), milimetricamente colocados por Deus naquele exato trecho.


Parabens, Irla e Bella, pelas conquistas.... e...

parabens a nós, por sermos merecedoras dessas amigas que compartilham de suas vidas, aceitando como bastante, as nossas.

Beijos floridos, perfumados da mais formosa cor já criada por Deus.

Frô.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Feliz Aniversário Anna!

Nossa homenagem ao dia de hoje, que marca o nascimento de nossa amiga e companheira, Anna!



Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar

E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar

E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar

Victor Hugo